O mundo ardeu antes que eu o tocasse.
Não foi o fogo que me seguiu, fui eu que o chamei.
Cada passo que dei em direção à fortaleza dos sacerdotes transformava a terra em brasa, e a floresta, antes viva, silenciava como se soubesse que algo antigo e perigoso caminhava por ali.
O vento trazia o cheiro dela.
Prata, sangue e medo.
O mesmo perfume que me enlouquecia desde o dia em que a perdi.
O mesmo que agora me guiava como uma bússola viva, apontando para o coração do templo.
O céu acima já