O altar era frio.
Frio como a morte, como a lua quando se esconde atrás das nuvens.
As correntes, grossas e vivas, se moviam sozinhas, prendendo meus pulsos e tornozelos como serpentes de prata líquida. Cada elo parecia pulsar, acompanhando o batimento do meu coração.
O templo estava em ruínas.
As colunas caídas ainda fumegavam, o chão coberto por fragmentos de pedra e brasas vivas. O cheiro de ferro queimado misturava-se ao da magia, um perfume denso, metálico, que grudava na pele.
O eclipse e