O sono me tomou como um manto pesado naquela noite. A biblioteca, o abrigo, os rostos sorridentes de Clara e Felipe, até a sombra silenciosa de André… tudo desapareceu assim que fechei os olhos. Não houve transição suave, não houve escuridão profunda. Apenas fui puxada, como se mãos invisíveis me arrastassem para outro lugar.
Quando abri os olhos, estava de pé no meio de uma clareira. O chão era macio como veludo, coberto por folhas prateadas que reluziam sob a luz da lua cheia. O ar tinha o ch