O vento mudou primeiro.
Sempre muda antes da desgraça.
Uma rajada fria atravessou a clareira devastada, levando consigo o cheiro de sangue, fumaça e magia que impregnava o ar desde a batalha. Mas havia outro aroma ali, escondido nas frestas, ferro antigo, terra molhada, algo semelhante a ritual. Algo que não pertencia às nossas matilhas.
Eu senti antes de entender.
Minha pele arrepiou.
O ar ficou mais denso.
A luz roxa pulsou sob minha pele, desconfortável, inquieta, como se tentasse me avisar.