Ayres
A madrugada trazia um frio que eu conhecia desde menino, aquele que não se resolve com fogo, só com verdade. Patrulhei o limite norte com Joran e dois jovens.
O vento vinha do vale carregando cheiro de metal, óleo e algo pior: gente que não pertence a este território. Parei, ergui a cabeça e deixei Fenrir abrir os sentidos.
— “Cheiro de humano armado.” — ele roçou por dentro, a voz baixa como passo de caça — “E mais… lobo que não é dos nossos.”
— Kaius. — respondi, com a certeza que a ge