Ayres
No alto do barranco, vi a linha inimiga se ajeitando. O primeiro caçador ergueu o braço para o tiro de teste. Antes do clarão, a mão de Samantha subiu, apenas um palmo.
A energia prateada que eu já aprendi a esperar soprou baixa como brisa que endireita vela. O braço do homem falhou no último instante, o projétil comeu ar.
Dois mercenários tentaram ganhar o miolo, os joelhos cederam como se a terra tivesse desenroscado. Nossos jovens mantiveram a base sem heroísmo bobo, com a eficácia que a boa orientação dá.
— Agora. — ela disse, baixando a palma.
Joran e eu fechamos. A frente adversária que parecia pedra virou areia. Não houve espetáculo, nem grito. Houve técnica e o tipo de poder que não precisa ver sangue para ser indiscutível.
Em menos de um quarto de hora, a tentativa deles virou recuo desordenado. Kaius não estava ali, chefe esperto raramente arrisca pele na sondagem. Mas o recado foi entregue: aqui, hoje, não.
Os nossos se mantiveram no lugar até o último invasor sumi