Capítulo 55 - Minha Luna

Ayres

No alto do barranco, vi a linha inimiga se ajeitando. O primeiro caçador ergueu o braço para o tiro de teste. Antes do clarão, a mão de Samantha subiu, apenas um palmo.

A energia prateada que eu já aprendi a esperar soprou baixa como brisa que endireita vela. O braço do homem falhou no último instante, o projétil comeu ar.

Dois mercenários tentaram ganhar o miolo, os joelhos cederam como se a terra tivesse desenroscado. Nossos jovens mantiveram a base sem heroísmo bobo, com a eficácia que a boa orientação dá.

— Agora. — ela disse, baixando a palma.

Joran e eu fechamos. A frente adversária que parecia pedra virou areia. Não houve espetáculo, nem grito. Houve técnica e o tipo de poder que não precisa ver sangue para ser indiscutível.

Em menos de um quarto de hora, a tentativa deles virou recuo desordenado. Kaius não estava ali, chefe esperto raramente arrisca pele na sondagem. Mas o recado foi entregue: aqui, hoje, não.

Os nossos se mantiveram no lugar até o último invasor sumi
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