Ayres
Quando a noite erguia o pano, fui até o lago. Eu sabia que a encontraria ali. A água se comportava como sempre faz quando a Lua decide escrever em cima dela, parecendo vidro, parecendo caminho.
Ela estava de pé, a mesma postura da clareira, só que agora sem urgência. Eu parei antes, como prometi a mim mesmo que faria, a um braço de distância daquilo que desejo e respeito ao mesmo tempo.
— A matilha já a vê como minha Luna. — falei, num tom que não precisava de esforço para caber — Mesmo