Samantha
A aldeia estava em festa. Não uma festa alegre, dessas que nascem de convites e danças, mas a celebração cansada de quem sobreviveu ao impossível.
Fogueiras crepitavam em pontos diferentes, guerreiros bebiam goles apressados, mulheres se abraçavam entre lágrimas e risos. As crianças corriam atrás umas das outras, aliviadas por ainda estarem vivas.
Eu observava tudo à distância, encostada em uma árvore na beira da clareira. Meus olhos seguiam cada detalhe, mas meu corpo não se deixava