Samantha
Acordei com o corpo inteiro vibrando, a respiração presa num soluço. A cama, o teto de madeira, a tigela de água, tudo no lugar. Mas dentro de mim, algo ainda ardia. Um orgasmø me atravessou de verdade, tardio, como se o sonho tivesse demorado a largar meu corpo. Levei a mão ao ombro, o ponto exato onde ele me marcou no sonho, e a pele doeu de saudade de uma ferida que não existia.
— Arwen… — minha voz saiu mínima.
— “Eu vi.” — ela respondeu, sem pudor, com ternura. — “E vai acontecer