O céu já estava tingido de um azul profundo quando Lua percebeu que não conseguiria mais ficar parada. O quarto parecia pequeno demais, as paredes sufocavam, ela andava de um lado para o outro, os dedos apertando a barra do vestido azul que usava, o coração disparado sem motivo aparente.
Não era ansiedade comum, não era imaginação: era um fio invisível que puxava sua alma para fora, como se alguém gritasse por socorro dentro da própria cabeça dela.
E ela sabia quem era.
— Lua… — Amber chamou,