E eu fiquei ali, ajoelhada, com o pano sujo nas mãos, o peito queimando, e a certeza de que o mar estava prestes a virar o mundo de ponta-cabeça.
A porta bateu atrás de mim como um estampido, e por um instante, o navio inteiro pareceu balançar sob meus pés. O cheiro da gosma rançosa, que grudava na minha pele, nas minhas unhas, no tecido do meu vestido, subiu pela minha garganta. Eu engoli seco, tentando me manter firme. Mas cada passo que eu dava ecoava a humilhação, como se ela estivesse co