— O senhor quer me vender? — sussurrei, como quem tenta confirmar o pior pesadelo.
Ele deu um sorriso frio.
— Você não é nada minha. Nunca foi. Eu cuidei de você por piedade. A casa te alimentou, te vestiu, te deu um teto… e em troca você só trouxe problema atrás de problema. Mas agora não será mais problema meu, se não vende-lá ao Sr Ford, acharemos outro comprador.
Eleanor completou com veneno:
— Devia ter deixado você apodrecer naquela vila imunda. Mas não: a trouxe para dentro de casa.