Mundo de ficçãoIniciar sessãoApós a mãe de Helena ter se casado novamente, sua mãe decidi que é uma boa idéia a família passar um final de semana acampando. Lucas Cole seu meio-irmão sério e provocador demonstrar um certo interesse por Helena que vai muito além do que é permitido. Helena fica dividida entre seguir o que quer ou permitir que sua mãe viva o romance que sempre sonhou sem intervenção da filha. Mas Lucas não vai deixar o jogo fácil para ela.
Ler maisMamãe casou de novo.
Na verdade, isso já havia acontecido há cerca de três meses. Desde então, nos mudamos para o enorme casarão de David Cole, um empresário muito bem-sucedido. Ainda me lembro da primeira vez em que atravessei aqueles portões de ferro e contemplei a imensidão da casa. Tudo parecia grande demais para alguém como eu. David realmente é um doce de pessoa. Desde o primeiro dia, nos recebeu com um sorriso sincero e fez questão de que nos sentíssemos em casa. Embora este seja o terceiro casamento da minha mãe, desta vez é diferente. Muito diferente. Sempre que a vejo ao lado dele, noto um brilho em seus olhos que há muito tempo eu não via. Um brilho tranquilo, de quem finalmente encontrou paz. Depois que papai morreu, mamãe passou anos sozinha. Tinha medo de que qualquer sentimento por outro homem pudesse significar uma traição à memória dele. Então ela se apaixonou novamente, se casou... mas aquele homem não tinha o caráter que demonstrava possuir. O casamento terminou, deixando mais cicatrizes do que lembranças felizes. Dessa vez, porém, ela se permitiu amar sem deixar de guardar meu pai no coração. Aprendeu que seguir em frente não significa esquecer quem partiu. Foi assim que conheceu David Cole. Ele realmente trata minha mãe com um carinho que aquece meu coração. A mima como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo, e não vou negar... adoro vê-la sendo amada dessa forma. Depois de tudo o que enfrentamos, ela merece alguém que a faça sorrir todos os dias. Agora estamos sentados na sala. Mamãe e David ocupam o sofá à minha frente, trocando olhares discretos enquanto esperam, tão pacientemente quanto eu, pela chegada dele. Lucas Cole. O filho de David. Meu meio-irmão. A porta da casa se abre, e Lucas entra sem sequer levantar os olhos do celular. Seus dedos deslizam rapidamente pela tela, digitando alguma mensagem. Ele segue em direção à cozinha, mas, ao notar nós três sentados na sala, interrompe o passo. Seu semblante, antes distraído, se transforma em uma expressão curiosa. Ele arqueia uma das sobrancelhas, claramente tentando entender o clima incomum que paira no ambiente. Os cabelos tinham um tom entre o castanho-claro e o loiro escuro, iluminados pela luz que entrava pelas janelas. A pele bronzeada contrastava com a camiseta escura que marcava seus músculos. Ombros largos, braços fortes e uma postura confiante denunciavam alguém que levava os treinos a sério. Seus olhos castanhos percorreram a sala lentamente até encontrarem David e minha mãe. — Está tudo bem? — perguntou. Lucas é dois anos mais velho do que eu. Tem vinte e três anos e, embora adore provocar as pessoas e tenha fama de conquistar qualquer garota com um simples sorriso, também é muito diferente da maioria dos homens da sua idade. Terminou a faculdade recentemente e já trabalha ao lado do pai, ajudando a administrar as empresas da família. — Sente-se, filho. Vamos conversar. — David disse com tranquilidade. Lucas analisou cada um de nós por alguns segundos antes de caminhar até o sofá. Mordo discretamente o lábio inferior. A presença dele sempre me intimida. Não sei explicar exatamente o motivo, mas basta ele estar por perto para meu coração acelerar um pouco e eu me sentir estranhamente consciente de cada movimento que faço. Ele apoiou o celular sobre a mesa de centro e se sentou ao meu lado, deixando apenas alguns centímetros entre nós. A proximidade fez seu perfume amadeirado chegar até mim. Fechei os olhos por uma fração de segundo, respirando sem querer aquele aroma agradável, antes de me obrigar a voltar a atenção para a conversa. — Eu e Cela decidimos fazer algo neste fim de semana. — David anunciou, visivelmente animado. Mordi os lábios enquanto Lucas passava a mão pela nuca. — E o que seria? — perguntou. — Um acampamento! — minha mãe respondeu com um sorriso empolgado. Minha expressão mudou imediatamente. — Ah... tudo bem. Divirtam-se. Não se preocupem, nós vamos cuidar da casa. — respondi. Pelo canto do olho, percebi Lucas me encarar por um instante, como se estivesse se perguntando por que eu também havia respondido por ele. — Não... acho que vocês não entenderam. — David soltou uma breve risada. — Geralmente vamos apenas David e eu. Mas, desta vez, queremos que seja um passeio em família. Nós quatro vamos juntos. — minha mãe explicou. Ouvi Lucas soltar um longo suspiro, daqueles de quem já sabe que perdeu a discussão antes mesmo de tentar argumentar. Pelo jeito, ele também havia entendido que nossos pais não aceitariam uma recusa e não nos deixariam sozinhos em casa.Acordo sentindo meu corpo pesado, tomado por um cansaço delicioso e, ao mesmo tempo, por uma leve dor que se espalha dos ombros até as pernas. Levo alguns segundos para reconhecer onde estou. Quando abro os olhos por completo, encontro o teto de lona da barraca acima de mim. Estou deitada sobre um colchonete, coberta por um cobertor que ainda conserva parte do calor da noite. Então as lembranças voltam. Fecho os olhos por um instante. Tudo o que aconteceu sobre aquele cavalo invade minha mente de uma só vez, fazendo meu coração acelerar. Ainda não sei exatamente o que sentir. Sei que eu e Lucas cruzamos limites que jamais imaginei ultrapassar. Mas também estaria mentindo se dissesse que me arrependo. Porque não me arrependo. Apenas... não sei como vou encará-lo depois disso. Sento-me devagar no colchonete e escuto vozes do lado de fora da barraca. Meu estômago se aperta. Não sei se estou preparada para olhar nos olhos da minha mãe, de David... E, principalmente, de Lucas
A mão de Lucas desliza pelo meu corpo, chegando até meu seio, onde ele pega e faz uma leve pressão, arrancando um suspiro dos meus lábios. Involuntariamente, deito a cabeça em seu ombro, permitindo-me sentir o toque dele. — Segura as rédeas pra mim, amor. só não puxa, mantém do jeito que estou deixando! — Ele pede. Ergo a mão e ele me entrega as rédeas do cavalo. Lucas passa o nariz pelo meu pescoço, chegando até minha orelha onde ele dá uma leve mordida. Aperto os lábios um contra o outro para não gemer com seu toque. Suas mãos passeiam pelos meus seios, apertando os mesmos, deixando minha roupa amassada. Meu coração acelera com seu toque e sinto minha respiração ficar ofegante, principalmente quando ele brinca com o bico dos meus seios. — Lucas! — Sussurro. — Queria tirar sua roupa agora. Eu ia te comer tão forte e você iria gostar, iria me pedir por mais! — Ele sussurra no meu ouvido. Solto um gemido, olho na direção de minha mãe e David com medo deles terem escutado, mas
Minha mãe com David está a alguns metros de distância de mim e de Lucas. Ao ponto de que tenho certeza que não podem ouvir o que estamos falando, se estivéssemos falando algo. Tento ignorar que a cada movimento que o cavalo faz, minha bunda se move batendo contra a ereção de Lucas. E vejo que ele engole um seco ou suspira a casa atrito nosso. Tento ignorar a forma como meu corpo reage a cada toque involuntário, a cada leve atrito causado pelo balanço do cavalo, a cada respiração de Lucas tão perto de mim. Engulo em seco e procuro desesperadamente qualquer assunto que consiga distrair minha mente. — Então você é aquele tipo de jovem que não gosta de festas, bebidas, mulheres... só trabalho e mais trabalho? — pergunto, tentando parecer casual. Percebo um sorriso divertido surgir em seus lábios. — Está surpresa? — ele pergunta. Dou de ombros. — Para falar a verdade... um pouco. A maioria dos caras da sua idade prefere viver em festas, fugir das responsabilidades da empresa da fa
Depois de mais algum tempo de viagem, finalmente paramos o carro no estacionamento onde David havia deixado reservado um espaço para o veículo durante os dias em que ficaríamos na região. Cada um pegou sua mochila e seguimos em direção ao início da trilha. O ar era fresco e carregava o aroma úmido da mata. O canto dos pássaros ecoava entre as árvores centenárias, enquanto a luz do sol atravessava as copas em feixes dourados, desenhando manchas de luz sobre o caminho de terra. Mamãe e David caminhavam à frente, conversando e rindo como dois adolescentes apaixonados. Eu seguia logo atrás deles, enquanto Lucas mantinha um ritmo tranquilo alguns passos atrás de mim. — Estão bem aí atrás? Conseguem acompanhar o ritmo? — David perguntou, olhando por cima do ombro. Mamãe abriu um sorriso encantado ao observar a paisagem. — Meu Deus... que lugar lindo! Ergui os olhos e compreendi o motivo do encanto dela. Do outro lado da montanha, uma imensa cachoeira despencava entre as rochas, form










Último capítulo