A madrugada já roçava o céu com tons de cinza quando Luna, Leonel e Rafael voltaram para a mansão. Evitaram os corredores principais e seguiram por passagens secretas, como ratos fugindo da serpente.
No escritório antigo de Rafael — um cômodo escondido atrás da adega, onde ninguém além dele ousava entrar — os três se sentaram à mesa de carvalho envelhecido. O envelope amarelo estava ali, no centro, como se fosse uma bomba prestes a explodir.
— Cada nome aqui tem um preço — disse Rafael, apontan