O som das sirenes se misturava ao cheiro de pólvora e adrenalina no ar. Os flashes das luzes vermelhas e azuis pintavam o galpão com tons de urgência e fim. Pela primeira vez, Henrique Vasconcellos parecia menor. Sem o poder, sem o dinheiro fácil, sem os homens que faziam seu trabalho sujo, restava apenas um homem covarde encurralado.
— De joelhos. — ordenou Leonel, a voz baixa, mas afiada como uma lâmina.
Henrique olhou para ele com um sorriso torto, quase debochado.
— Vai mesmo fazer isso? Ac