O sol mal havia nascido quando o telefone de Leonel começou a vibrar insistentemente sobre o criado-mudo. O som cortou o silêncio do quarto, ainda impregnado pelo cheiro de amor, desejo e suor da noite anterior. Luna se remexeu, encolhendo-se nos braços dele, apertando-o, inconsciente, como se sua presença fosse um escudo contra o mundo.
Mas o mundo não esperaria.
Leonel pegou o telefone, atendendo sem nem olhar quem era.
— Fala. — sua voz ainda rouca, arrastada.
Do outro lado, a voz de Rafael