Isabel segurava o envelope com luvas. Não por medo de impressões digitais, mas por puro fetichismo de poder. Adorava a sensação de manipular segredos com a ponta dos dedos.
— Você tem certeza que isso é real? — perguntou ela ao investigador que contratara.
— Absoluta. O laudo é autêntico. A assinatura do cartório é original. E, veja... — ele apontou o verso da certidão — ...a alteração no nome foi feita a pedido da mãe. Pouco depois do nascimento da menina.
Isabel sorriu com o canto dos lábios.