O bilhete repousava sobre a mesa de Luna como uma ameaça silenciosa, um sussurro do passado que se recusava a desaparecer. A caligrafia era firme, sem floreios, como se escrita por alguém meticuloso, frio… e próximo.
“Nem tudo que brilha é luz. Cuidado com quem está mais perto do que você imagina.”
Luna releu aquelas palavras incontáveis vezes ao longo da tarde. A sensação de ser observada voltava a se infiltrar, e, pela primeira vez em semanas, ela se sentiu vulnerável.
Na sala ao lado, Leonel