Mundo de ficçãoIniciar sessãoAcusado injustamente por um crime brutal, o agente Alexander Vondrivick vê sua carreira desmoronar, sua liberdade escapar e sua vida ser arrancada das próprias mãos. Sete meses depois, mesmo fora da prisão, as cicatrizes do passado ainda o perseguem — e as dúvidas continuam vivas. Enquanto tenta reconstruir sua rotina, Alexander é consumido por uma necessidade obsessiva: descobrir quem está por trás do crime que arruinou sua vida. Mas quanto mais se aprofunda na investigação, mais percebe que o verdadeiro culpado não apenas planejou tudo com perfeição — ele o conhece. E pior: parece estar se divertindo com isso. A cada novo corpo, um recado. A cada pista, uma provocação. No centro desse jogo doentio, Alexander é mais do que um ex-agente buscando justiça — é a peça principal de uma mente que antecipa seus passos… e talvez seus medos mais íntimos. Onde a verdade se esconde? E Onde o perigo mora? Nada é o que parece.
Ler maisOlá, leitores! Como estão?Passando pra dizer que não abandonei a obra, estou querendo terminar todos os capítulos restantes e postar. Ao invés de continuar postando capítulos aleatórios. Falta pouco, por favor, tenham paciência! Agradeço a compreensão e o carinho com o livro! Estamos caminhando para reta final, então vejo vocês quando acabar!
Kobayashi me encara em silêncio.Seus olhos me analisam com a mesma calma metódica de sempre, como se cada micro expressão minha pudesse entregar algo que ele ainda não descobriu. Já aprendi o suficiente sobre ele para saber que seu silêncio é o terreno onde ele pensa melhor. E, embora aprecie essa mente desafiadora, agora não é o momento em que quero estar sob o microscópio dele.— Por que trazer esse assunto agora? — questiona, com a voz controlada, mas o olhar inquisidor. — Você tem algo a compartilhar?Mantenho o corpo imóvel. Sei como cada músculo reage sob pressão, e sei também como disfarçar. Mesmo com o coração acelerado, controlo a respiração até que o ritmo se torne quase imperceptível. Não posso revelar nada — ainda não.— Não tenho — respondo com naturalidade. — Mas acredito que não seja segredo minha relutância com certas informações. Estou seguindo as provas, sim, mas meu instinto insiste que ainda há mais por trás disso.O ar na sala fica pesado, quase palpável. As feiç
Adentro a sala do Capitão, ainda perdido em pensamentos.As informações se chocam e se encaixam na mesma velocidade, e sinto como se minha mente não conseguisse acompanhar o ritmo.Ele fecha as persianas e tranca a porta, atendendo ao meu pedido. Kobayashi estranhou minha decisão de vir falar a sós com meu superior, mas não questionou. Ele também estava estranho quando chegamos à prisão — calado, tenso, talvez tão exausto quanto eu. Cada nova revelação parece sugar um pouco mais da nossa energia.— Sente-se, rapaz. — Ele cruza os dedos sobre a mesa, a postura rígida e firme.— Obrigado pelo seu tempo, Capitão.Ele apenas confirma com a cabeça, e o silêncio que se segue pesa.— Tenho muitas perguntas, mas sua expressão já me responde algumas — diz ele, sem rodeios. — O que você andou aprontando?Levanto os olhos na última frase. O tom revela que ele sabe de algo. E, como se lesse meus pensamentos, ele acrescenta:— Recebi um telefonema pouco depois que nos falamos... o que, diabos, voc
A terça-feira amanheceu nublada, embora o clima abafado anuncie um dia longo e quente.Estico o braço e encontro Eva dormindo ao meu lado. Seu rosto sereno contrasta com a imagem dela chorando, ecoando na minha mente como uma ferida aberta. Os acontecimentos de ontem martelam dentro de mim, reacendendo a mesma raiva e indignação.Deslizo da cama com cuidado para não acordá-la e pego o celular na mesinha de cabeceira. Assim que chego à cozinha, disco o número do capitão. Ele atende na terceira chamada.— Bom dia, tenente. — O barulho da delegacia invade a linha. — O que aconteceu para você me ligar tão cedo?Olho para o relógio pendurado na parede. Os ponteiros marcam seis e quarenta e cinco.— Eu que pergunto. Parece que o senhor caiu da cama.Ele ri, mas o som é curto, seco.— Eu gostaria de não precisar vir tão cedo. Aliás, preciso de você aqui. — Abafa o microfone para cumprimentar alguém. — O xerife Colson enviou a pasta. Vamos começar a investigar assim que o FBI chegar.Engulo a
Último capítulo