O som dos pneus na entrada da fazenda corta o silêncio tenso.
José Ricardo desce do carro batendo a porta com força.
Entra na sala, com aquele jeito debochado, sarcástico, porém carregado de razão.
— Te avisei, né? — ele fala, cruzando os braços. — Te avisei, irmão... Mas você sempre foi cabeça dura. Agora me arranca de São Paulo por causa das suas cagadas... — balança a cabeça com desdém — E ainda quer bancar o irmão mais velho, o chefe, o dono da razão.
Bruno aperta os olhos, range os dentes.