O sol da manhã invadia o quarto de Rafaella através das cortinas pesadas. A febre havia cedido, mas o corpo ainda doía — não apenas pela infecção, mas por tudo o que tinha vivido nos últimos dias. Ao abrir os olhos, viu uma mulher de cabelos presos num coque simples, sentada ao lado da cama, trocando a compressa em sua testa.
— Quem é você? — a voz de Rafaella saiu fraca, quase um sussurro.
— Me chamo Dália. A governanta Sílvia me chamou pra ajudar nos cuidados. Fiquei sabendo que você andou pa