Nos dias que se seguiram, Dália se tornou mais do que uma cuidadora. Era como uma sombra leal que observava, escutava e, com palavras simples e pausadas, ensinava Rafaella a olhar o mundo de outra forma. Não como vítima, mas como alguém que, mesmo encurralada, ainda pode escolher como jogar.
— A mulher que sobrevive é aquela que entende o jogo antes de sair correndo — disse Dália certa noite, enquanto escovava os cabelos de Rafaella com cuidado. — Coragem nem sempre é fuga. Às vezes, é saber so