A floresta guardava segredos antigos naquela noite. O rio corria devagar, como se quisesse ouvir. A lua, cheia e alta, jogava prata sobre as pedras. E entre as árvores, Luxor caminhava.
Tiza o esperava à beira d’água. Descalça. Os cabelos soltos, escorrendo como raízes escuras. O corpo imóvel, mas atento. Sempre atento.
Luxor não disse nada quando chegou. Apenas se aproximou e parou diante dela, o peito nu ainda marcado pelo dia — arranhões leves, poeira, cheiro de terra e suor.
Ela o olhou.
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