O cheiro da cidade ainda grudava em Luxor quando ele atravessou os portões da Casa dos Vorns naquela noite. Não era o fedor do lixo ou o ranço dos combustíveis. Era algo mais sutil — um tipo de presença invisível, feita de promessas falsas e vozes demais, vestida em ternos caros e sorrisos bem treinados.
Ele andara entre homens que apertavam mãos como se arrancassem peles. Homens que olhavam para ele com curiosidade educada e receio escondido. Homens que sabiam que estavam diante de algo que nã