RENZO ALTIERI
Eu subo as escadas com a mão dela presa na minha. É quase uma corrente invisível que me amarra nela — ou ela em mim, tanto faz. Cada degrau parece rangir sob o peso do que eu carrego dentro de mim: fome, desejo, saudade. E ela ri baixinho, aquele riso doce, como se soubesse exatamente que tipo de monstro ela desperta.
Abro a porta do meu escritório — um de muitos —, empurro ela para dentro e, antes mesmo que a porta bata, minha máscara já está no chão. Não suporto mais nada entre