TARYN
Ekran se agacha à minha frente, ficando na minha altura.
— Não sobre quem eu sou — diz. — Sou um bastardo. Como você. Filho rejeitado. Criado como servo porque a esposa dele não me queria sob o mesmo teto. Metade da minha vida obedecendo ordens, ouvindo que eu devia agradecer por existir.
Seu tom não treme. Não pede compaixão.
— Quando ela não conseguiu lhe dar herdeiros, ele lembrou que eu existia. Achou que eu aceitaria o lugar que ele decidiu me oferecer. — Um riso curto. Amargo. — O e