TARYN
O ar cheira a ferro e chuva velha.
Sou arrastada até o centro do pátio com as mãos presas atrás do corpo, a corda áspera mordendo meus pulsos a cada passo. A multidão se comprime além do círculo de guardas, rostos distorcidos pela raiva, bocas abertas em gritos que se misturam até virarem um único som.
— Bastarda!
— Bruxa!
— Queimem-na!
Os gritos vem de todas as direções.
Cada palavra me atinge como pedra.
Procuro um rosto conhecido. Um que hesite. Um que realmente me enxergue.
Não encont