TARYN
Repito as palavras devagar.
Observando cada movimento da mão pequena enquanto Lydia tenta acompanhar no caderno apoiado sobre os joelhos.
— Mais uma vez — murmuro, inclinando levemente a cabeça.
Ela franze a testa, concentrada, a língua presa entre os lábios enquanto escreve.
As letras saem tortas.
Inseguras.
Mas estão ali.
Isso já é o bastante.
— Muito bem… — digo, mais suave.
Ela ergue os olhos para mim.
Há algo ali.
Não é alegria.
Ainda não.
Mas também não é só medo.
E isso aperta algo