TARYN
Kalinda fecha a porta com cuidado excessivo.
O clique da fechadura soa definitivo, como se tivesse selado algo que não pode mais ser desdito. As servas ficam do lado de fora. O silêncio que se instala entre nós é denso, carregado de promessas ruins.
— Agora pode falar — digo. — Estamos sozinhas.
Kalinda se vira devagar. O rosto está calmo, bonito, quase sereno. É a mesma expressão que usou no funeral de Ronan, a mesma que exibiu enquanto todos choravam por ele.
— Sozinhas? — ela murmura.