A Esperança Tem Nome
O segundo dia começou com o sol se filtrando pelas cortinas finas da casa de Matilde, tingindo tudo de dourado. Ava estava sentada à mesa da cozinha, uma xícara de chá nas mãos, o olhar perdido nas folhas dançando lá fora.
Matilde se aproximou com um pão recém-saído do forno e passou-lhe manteiga com delicadeza, como quem desenha uma lembrança.
— Dormiu bem? Perguntou, puxando uma cadeira.
— Sim. E sonhei com o bebê. Disse Ava, sorrindo.
— Ele tinha meus olhos, tia. E o s