O Nome da Esperança
O final da tarde tingia o céu de tons âmbar e violeta.
A Casa Sofia encerrava mais um dia de atendimentos, mas, naquela sexta-feira, o silêncio não trazia exaustão, trazia plenitude.
Ava caminhava pelos corredores vazios, uma das mãos sobre o ventre.
Os quadros nas paredes, desenhados por gestantes, crianças e voluntários, pareciam sorrir para ela.
Era como se os rostos nas pinturas dissessem:
Você chegou até aqui.
E ela havia chegado, mesmo sem ter certeza de como.
Na