O relógio marcava oito e meia da manhã quando Clara percebeu que algo estava errado.
O celular, que normalmente explodia com notificações de trabalho, dessa vez vibrava sem parar por outro motivo: mensagens de conhecidos, parentes distantes, colegas da faculdade, pessoas que ela não via há anos.
E todas tinham o mesmo tom:
“Você viu isso?”
“Clara, é verdade?”
“Isso pode te prejudicar…”
“Força, amiga.”
Uma onda fria percorreu o corpo dela antes mesmo de abrir qualquer link.
Quando finalmente cli