A luz branca do quarto hospitalar parecia cortar o ar.
Luísa abriu os olhos devagar, como quem desperta de um mergulho profundo e doloroso.
A visão estava turva.
A boca seca.
Um peso no corpo que não sabia explicar.
Por um instante, não entendeu onde estava.
Não lembrava de ter deitado ali.
Só de Arthur, a discussão, o medo… e depois, nada.
Quando tentou mover a mão, sentiu algo quente segurando a dela.
Arthur.
Sentado ao lado, com a cabeça baixa, como se tentasse encolher o próprio corpo.
A ba