Entrei em pânico e comecei a resistir desesperadamente, gritando para ele com repulsa:
— George, sai de perto de mim! Não encosta em mim, sai!
Mas a minha resistência apenas o enfureceu ainda mais e os olhos do homem estavam vermelhos de raiva, com uma selvageria assustadora, como se quisesse me matar.
Ele arrancou minhas roupas.
Fiquei tão apavorada que comecei a chorar, gritando para ele, sem me importar com mais nada:
— Sai! O seu toque só me dá nojo, sai...
— Nojo?
O movimento dele parou por um instante.
Ele me encarou com intensidade. Os olhos escuros, fundos como um abismo seco, causavam arrepios.
Quase transtornado, ele perguntou:
— Você disse... Que meu toque te dá nojo?
Tremendo da cabeça aos pés, olhei para ele sem conseguir dizer uma palavra de tanto medo, percebendo que o homem diante de mim já não era alguém que eu reconhecesse.
Ainda era aquele rosto absurdamente bonito, mas, naquele momento, estava mais assustador do que o próprio diabo.
Ele acariciou meu ombro e, de rep