Ele, no entanto, deu um grande passo à frente, apoiou dominadoramente a mão sobre a porta do meu apartamento.
O entregador olhou para ele, depois para mim, e então saiu correndo.
A mão grande de George ainda estava apoiada na minha porta enquanto ele abaixava os olhos para me encarar com um olhar mais frio que o fim do outono.
Ri de raiva, com o peito cheio de amargura.
"Como se não bastasse ter sido cruel comigo no hospital, agora ainda vem atrás de mim no meu apartamento alugado? Ainda bem que só rebati aquelas poucas palavras da Mariana. Se eu realmente fizesse algo contra ela, será que ele me mataria?"
Lutei para afastar a tristeza e o ressentimento que não queria sentir.
Falei friamente com ele:
— Saia da frente, quero fechar a porta!
Contudo, o homem não apenas não saiu do caminho, como ainda empurrou minha porta com força.
Dei alguns passos para trás e, furiosa, encarei George:
— O que você quer agora?
Ele se virou e fechou a porta, olhou para mim em silêncio.
O cigarro entre se