Cerrei os lábios, sem rebater. Naquele breve instante, senti uma mágoa profunda por George e cheguei a ponto de querer usar o Gustavo para provocá-lo.
Mas, pensando bem, minha ideia parecia mesmo ridícula, usar outro homem só para provocar aquele que nem me amava.
Gustavo me encarou por um longo tempo e, de repente, suspirou:
— Vamos, eu te levo.
— Não precisa mesmo. — Recusei. — Tem muitos táxis lá fora, vou conseguir pegar um facilmente.
Gustavo não insistiu:
— Tudo bem, como quiser. — Após uma breve pausa, ele voltou a falar, com a voz levemente fria. — Espero que, da próxima vez, você não me use para provocar aquele homem.
Fiquei surpresa ao perceber que isso o incomodava tanto e me apressei a dizer:
— Me desculpa. Isso não vai mais acontecer.
Gustavo me olhou por alguns segundos, mas não disse mais nada e apenas se virou voltando para o ambulatório.
Observei suas costas com certa dúvida, imaginando que talvez ele ainda tivesse assuntos pendentes no hospital, e ainda bem que não in