Selene
Quando voltei à fortaleza, o corredor já não era o mesmo. O ar tinha um cheiro estranho, como se alguém tivesse esfregado ferro nas pedras. Soldados corriam para todos os lados, e o som das botas batendo no chão parecia um coração em desespero.
— Onde estão? — perguntei à primeira guarda que encontrei.
Ela engoliu seco.
— A ala norte… Luna… houve uma confusão. As portas foram forçadas e…
— E o quê? — Minha voz saiu grossa demais — Fale.
— Faltam crianças. — sussurrou — E dois adultos. E