Selene
No fim da batalha, quando a fumaça baixou e os gritos viraram apenas eco, eu caminhei entre os corpos com uma prancheta na mão, papel simples, lápis de carvão.
Não era um ritual bonito. Era um dever. Eu precisava saber quem tinha voltado. Eu precisava olhar nos olhos dos vivos e dizer seus nomes em voz alta para que a vida escutasse.
— Conte comigo. — disse Iara, ao meu lado, firme como sempre.
Concordei. Atrás de nós, homens e mulheres erguiam macas, recolhiam armas, cobriam mortos com