Selene
Andamos sem falar nada, eu, Rurik e mais quatro, pela trilha noroeste. A mata engoliu o som dos passos. O céu começava a clarear a leste, mas ali dentro a noite ainda era dona. O cheiro de folhas molhadas cobria quase tudo. Quase.
— Sente? — cochichou Rurik.
— Sinto.
Havia um sabor metálico no ar, como quando você corta a língua. Não era forte, mas estava ali, preso entre as árvores.
— “Prata.” — Ash falou de novo, firme — “Prata enterrada. Baixa, e de ponta pra cima, o cheiro forte vem