Selene
Quando os portões da fortaleza começaram a subir, o rangido do ferro pareceu uma música, daquelas que a gente reconhece no coração antes de lembrar a letra. O ar estava frio e limpo, cheiro de chuva esperada e de pólvora velada.
Damian ficou de pé à minha direita, postura de Alfa do dia, comando nos olhos, ordem no gesto. Damon, à esquerda, semblante de noite, atenção afiada, sem o som que pesa. Eu, no meio, com as marcas ainda quentes sob a pele, a Lua vibrando na memória.
— Abram de u