Selene
Quando a tarde começou a cair, metade do caos já tinha nome… cama, comida, água, sabão, lista. O resto era a parte que não aparece e sustenta, a mão que afaga uma criança, o ombro que suporta um saco de grãos, a colher que mexe o fundo para não queimar.
Eu fiquei onde fazia sentido, entre um “sim” e um “aqui”, repetindo nomes altos para que eles grudassem nos ouvidos da fortaleza. Cada nome dito é um lugar ganho no mundo. No fim do dia, os nomes são muralha.
— “Você está fazendo o que ve