A luz entrava preguiçosa pela janela da cozinha.
Clara estava descalça, a camiseta folgada caindo num dos ombros, e o café coando em silêncio.
Na mesa, ao lado do caderno de bilhetes, um envelope com o nome dela em fonte elegante:
Editora Orion
“Prezada Clara Rivera,
após a repercussão da exposição INTERVALO, gostaríamos de conversar sobre a possibilidade de transformá-la em um livro.
Não apenas um catálogo, mas uma obra sensível, visual e textual, como só você saberia compor.”
Ela leu mais uma