Na última manhã em Beacon, Clara acordou com o som de pássaros e o cheiro de pão na chapa vindo da cozinha.
Sentou na beira da cama e ficou olhando o quarto por alguns minutos.
As paredes claras.
A prateleira com os livros de Sol e André.
O cavalete improvisado no canto.
A janela com vista para o parque.
Ali, ela havia reaprendido a respirar.
Ali, não lembrando de quem foi, ela descobriu quem ainda podia ser.
Enquanto Sol preparava o café, Clara apareceu com um papel dobrado nas mãos.
— Escrevi