Naquela manhã, Clara acordou antes do sol.
Abriu a janela do quarto devagar, como quem pede licença ao mundo.
O céu ainda estava cinza, mas a brisa era morna.
O dia prometia alguma coisa — ela só não sabia o quê.
Vestiu um casaco leve, pegou a caneca de chá que Sol sempre deixava sobre a mesa da cozinha e sentou no degrau da varanda, de frente pro jardim adormecido.
Respirou fundo.
E pensou:
“Acho que está na hora.”
Mais tarde, enquanto Sol picava legumes para o almoço, Clara se aproximou devag