O dia amanheceu lento.
Na casa de Beacon, os sons da manhã vinham filtrados pelos passos de Sol e André no andar de baixo, pela chaleira apitando na cozinha, pelo cachorro do vizinho latindo só de vez em quando. Hoje, sem eles ali no amanhecer, a casa estava silenciosa.
Clara demorou a acordar de verdade, mesmo já sentada na varanda.
Tinha sonhado — mas não sabia com o quê. Sentia apenas um resquício de abraço, o peso doce de um nome que quase vinha. Algo como… vento que sussurra e desaparece.