Lucas freou o carro no pátio atrás de sua mansão, em frente à garagem e saiu do carro. Percebeu que Raul veio correndo em sua direção e parou para esperá-lo.
- Senhor, não vai acreditar: a garota está aí dentro! – falou o motorista.
- Como é? – disse Lucas, sem entender direito o que queria dizer o motorista.
- Alis, senhor, Alis está na casa. Veio ver o senhor. – revelou Raul.
Lucas virou o rosto, olhando para a mansão. Sentiu o coração disparar. Não sabia se permanecia ali parado, apenas observando e tentando perceber de longe a tênue vibração da alma da mulher que amava ou se saía correndo, buscando encontrá-la e envolve-la em seus braços. Meses sem poder chegar perto dela e agora, ela vinha ao seu encontro.
Havia ensaiado um discurso. Um discurso que foi minguando pouco a pouco, pois não parecia haver palavras para expressar o que sentia agora.
Todos os dias, Lucas estava indo ao Instituto Psiquiátrico. Todos os dias solicitava a visita a Alis Brade e todos os dias recebia um gran