Lucas tamborilava os dedos contra a mesa metálica da sala de interrogatórios. A delegacia estava em silêncio naquela tarde nublada, exceto por um ventilador antigo que girava preguiçosamente no teto. O cheiro de café velho e papel mofado pairava no ar. Ele tinha os olhos grudados na tela do celular. O médico de Alis ficou de lhe mandar notícias pelo whats. À sua frente, o detetive Alex Cartumis observava-o em silêncio, com os braços cruzados e o cenho franzido.
— Então? — Cartumis quebrou o sil