O relógio de parede marcava nove horas da manhã quando Daniel entrou no meu escritório. Fechei a pasta que tinha à minha frente e gesticulei para que ele se sentasse. Não era uma reunião qualquer. Não era sobre contratos ou fusões. Era sobre Manu — e sobre o homem que se dizia marido dela.
— Trouxe o que pediu — disse ele, tirando alguns papéis da pasta de couro. — Mas adianto que não vai gostar.
Estiquei a mão e puxei os documentos. Fotocópias de registros, relatórios internos, até uma ficha d