Elara*
Meus olhos se abriram de repente. A primeira coisa que senti foi o peso de algo frio em meus pulsos. Correntes.
Olhei ao redor. Era um quarto fechado, sem janelas. Sombrio. O cheiro de madeira antiga e sangue impregnava o ar. E ali, encostado na porta, um lupino imóvel me vigiava. Seu olhar vazio me lembrava que eu era prisioneira, e que qualquer movimento seria em vão.
Não havia gritos. Nenhum uivo. Nenhum sinal da batalha. O silêncio era pior que o caos. Porque me deixava apenas com um