Matheu e Isabella
Voltamos no fim da tarde, quando o sol começava a se esconder atrás das colinas, tingindo tudo com aquele dourado que só a Toscana sabe oferecer. O carro subiu a estradinha de terra que eu conhecia desde criança, mas que agora parecia outra — ou talvez fosse eu quem tivesse mudado.
Isabella dormia encostada em meu ombro, o rosto sereno, uma das mãos descansando sobre a barriga que começava a se desenhar sob o vestido leve. Era estranho pensar que dentro dela havia uma vida. No